Porto Manso está ali também, à vista do Douro e acasalado com laranjeiras e mais árvores de fruto. Escorre de um monte maneiro em cujo cimo marulham pinheiros (…). A aldeia ao longe é um presépio bonito. Vêm as casas pela vertente abaixo e espalham-se em ripanço, cautelosas umas, afoites outras, por ruelas e largos. (…) Porto Manso está apertado entre um braço de ferro e um braço de água feroz. E parece esmagado por aquele abraço.

Em meados da década de 40 do século XX, Alves Redol descrevia assim a aldeia de Porto Manso, num livro com o mesmo nome. Situada na freguesia de Ribadouro, no concelho de Baião, a povoação cresceu e desenvolveu-se, devido ao extraordinário enquadramento paisagístico com a albufeira da Pala e a foz do rio Ovil.

As antigas estradas romanas, que permaneceram activas até há poucas décadas, foram sendo substituídas, a vegetação, outrora abundante, tornou-se mais rara, mas o casario, as ruelas estreitas e, claro, o carácter das suas gentes fazem com que Porto Manso conserve ainda o irresistível charme que caracterizava as aldeias durienses do Portugal antigo. A transformação deveu-se à construção da Barragem de Carrapatelo, que fez subir, em mais de trinta metros, o nível das águas do rio Douro.

Uma vastidão de frondosos laranjais e campos de cultivo bordejados por ramadas, assim como um sem-número de construções, foram lentamente submersos, formando-se um extenso espelho de água, que reflecte a rara beleza de lugares tão ímpares como Porto Manso, Porto Antigo ou Caldas de Aregos.

A Casa da Torre, antiga casa senhorial, existe desde meados do século XVIII, mas foi, ao longo da História, alvo de profundas alterações.

Situada na margem direita do Rio Douro, voltada a sul e a poente, tem vistas deslumbrantes sobre o Rio e o Vale do Douro.

Dispõe de quatro casas que foram antigas casas agrícolas, agora adaptadas para Turismo Rural. Estão rodeadas de laranjais e vinhas em agricultura biológica.

A piscina, de bordo rasante, fica próxima de todas as casas e tem uma vista panorâmica sobre o rio Douro.